A automação residencial deixou de ser um privilégio restrito a empreendimentos de alto padrão e passou a integrar também os projetos de habitação voltados ao público de renda média e popular. Essa transição marca uma mudança importante no setor imobiliário brasileiro: a democratização das tecnologias que tornam as casas mais seguras, conectadas, eficientes e confortáveis.
Um mercado que cresce rapidamente
Globalmente, o conceito de “smart home” vem crescendo de forma acelerada. A combinação de dispositivos conectados, assistentes virtuais, sensores inteligentes e sistemas integrados tem impulsionado a adoção dessas tecnologias em lares de diferentes perfis. Nos últimos anos, esse crescimento deixou de estar concentrado apenas em casas unifamiliares e passou a atingir edifícios multifamiliares, condomínios e conjuntos habitacionais.
Esse avanço se reflete também no Brasil, onde o número de lares com algum nível de automação já ultrapassa a casa dos milhões, consolidando o país como um dos principais mercados emergentes para tecnologias residenciais inteligentes.
Automação como padrão básico nas novas moradias
Nos empreendimentos populares mais recentes, começam a aparecer recursos antes vistos apenas em projetos mais sofisticados, como:
- Fechaduras digitais;
- Reconhecimento facial para acesso condominial;
- Câmeras e sensores de segurança;
- Configuração de iluminação automatizada;
- Integração com aplicativos de controle e assistentes virtuais.
Esses elementos deixam de ser diferenciais e passam a compor um novo padrão mínimo de modernidade que já chega ao segmento econômico, impulsionado principalmente por consumidores mais jovens e muito conectados.
Segurança e conectividade como prioridades
Entre os principais motivos para essa adoção ampliada estão:
Segurança reforçada
Funções como senhas temporárias para prestadores de serviço, registros de acesso e fechaduras inteligentes reduzem riscos e aumentam a autonomia dos moradores.
Eficiência energética
Sistemas automatizados de iluminação e controle de equipamentos contribuem para evitar desperdícios e ajudam a reduzir custos mensais — um fator especialmente relevante em habitações populares.
Conforto e praticidade
O controle simplificado por aplicativos ou assistentes de voz facilita a rotina, criando um ambiente mais funcional para famílias com diferentes ritmos e necessidades.
Espaços flexíveis e integração comunitária nas áreas condominiais
Outra tendência paralela aos recursos de automação é o desenvolvimento de plantas flexíveis e ambientes compartilhados. Muitas construções recentes oferecem variações de layout que permitem reorganizar o espaço sem grandes obras, além de áreas comuns como co-working, lavanderias coletivas, minimercados e espaços multiuso.
Esses elementos complementam a tecnologia embarcada no imóvel e reforçam a busca por moradias mais adaptáveis, conectadas e alinhadas ao estilo de vida contemporâneo.
Uma mudança estrutural no mercado de habitação
A chegada da automação residencial aos imóveis mais populares não é um movimento estético — é uma transformação estrutural. O que antes era acessório agora se torna parte integrante da concepção arquitetônica e funcional das moradias.
Com isso, tecnologias que ampliam segurança, conforto e economia deixam de ser um privilégio e se tornam um direito tecnológico do morador comum.




