SIMPOLED 2026 destacou integração entre iluminação, automação e inteligência artificial
O painel “Iluminação Inteligente”reuniu Virgínia Rodrigues, David Girelli, Cesar Ribeiro e José Roberto Muratori

SIMPOLED 2026 destacou integração entre iluminação, automação e inteligência artificial

A integração da iluminação com a gestão dos edifícios ganhou destaque no terceiro dia do SIMPOLED 2026, em 17 de setembro. Dados, automação, luz natural e inteligência artificial compuseram uma agenda diretamente relacionada aos desafios de modernização dos empreendimentos e à experiência de seus ocupantes.

Realizado pela Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (ABILUX), durante a Expolux, no Expo Center Norte, em São Paulo, o Simpósio Internacional de Iluminação dedicou o dia à conexão entre tecnologia e projeto. Os temas reforçaram a importância de considerar a integração dos sistemas e sua utilização cotidiana desde a concepção dos ambientes.

A programação começou com Bruno Medina e o tema “Da luminária ao dado: o papel da iluminação na infraestrutura digital dos edifícios inteligentes”. A abordagem inseriu a iluminação em uma discussão mais ampla sobre digitalização predial e uso de informações na gestão dos espaços.

Para gestores e projetistas, esse recorte trouxe uma implicação prática: o valor da conectividade esteve associado a objetivos definidos. Monitoramento, facilidade de operação e apoio à manutenção ganharam espaço na avaliação dos investimentos, ao lado da eficiência energética e da qualidade da luz.

Na sequência, Dalvan Ribeiro abordou a gestão da iluminação com DALI, relacionando eficiência, confiabilidade e sustentabilidade. O tema aproximou o debate das escolhas técnicas necessárias à integração entre equipamentos e controles, reforçando a importância de considerar compatibilidade, possibilidades de expansão e condições de manutenção desde a especificação.

O aproveitamento da luz natural também ocupou espaço na programação. David Girelli abordou sua gestão por meio da automação em ambientes residenciais e corporativos, ampliando o foco para a relação entre as edificações e as condições externas.A apresentação trouxe uma reflexão sobre a coordenação entre iluminação artificial, proteção solar e utilização dos espaços. Sob a perspectiva da gestão predial, essa integração evidenciou a necessidade de avaliar o conforto dos ocupantes em conjunto com os objetivos de desempenho energético.

A relação entre tecnologia e intenção arquitetônica apareceu na apresentação de Virgínia Rodrigues, dedicada à preservação da essência do projeto luminotécnico por meio da automação. O assunto destacou o desafio de manter, durante a execução, as condições de uso e a experiência concebidas no projeto.

SIMPOLED 2026 destacou integração entre iluminação, automação e inteligência artificial
Virgínia Rodrigues é especialista em projetos luminotécnicos por meio da automação

Como exemplo, foi apresentado um projeto de residência de alto padrão que envolveu profissionais de diferentes disciplinas. O desafio consistiu em integrar automação, iluminação, áudio e vídeo, preservando a proposta arquitetônica da edificação e proporcionando facilidade de uso aos moradores.

Nesse contexto, a qualidade da entrega esteve associada tanto à integração técnica quanto à experiência dos usuários. A seleção dos equipamentos, o planejamento dos comandos, a configuração dos sistemas e a orientação dos moradores apareceram como partes de um mesmo processo. Na visão apresentada por Virgínia, a escolha da tecnologia deve partir da compreensão de como ela poderia melhorar a experiência de viver naquele espaço.

José Roberto Muratori, organizador e curador do SIMPOLED e diretor-presidente do Conselho Editorial da Revista Prédio Inteligente, abordou o futuro da integração entre iluminação, automação e inteligência artificial. Sua apresentação ampliou a discussão sobre o papel da luz em edificações cada vez mais conectadas.

Muratori destacou que o futuro da iluminação envolvia compreender os espaços e a maneira como as pessoas os utilizavam. Nesse cenário, a iluminação passou a ser apresentada como parte de um conjunto integrado a cortinas automatizadas, segurança, sistemas de gestão predial (BMS), áudio e vídeo e outras soluções. A orientação central foi colocar a tecnologia a serviço dos objetivos do projeto.A apresentação também relacionou a evolução da automação à maior disponibilidade de dados sobre ocupação, hábitos e consumo. Com o emprego de inteligência artificial, esses dados poderiam apoiar a identificação de padrões e a adaptação do funcionamento dos sistemas, ampliando as possibilidades de personalizar o conforto e aprimorar a segurança e a eficiência.

SIMPOLED 2026 destacou integração entre iluminação, automação e inteligência artificial
Registro da palestra de José Roberto Muratori, organizador e curador do SIMPOLED

Essa perspectiva trouxe novas exigências aos profissionais do setor, especialmente quanto à capacidade de integrar soluções e assegurar sua interoperabilidade. Na abordagem de Muratori, integrar significou fazer os sistemas trabalharem de forma coordenada para alcançar um objetivo comum.

O encerramento ficou por conta do painel “Iluminação Inteligente”. Ele reuniu José Roberto Muratori, Virgínia Rodrigues, David Girelli e Cesar Ribeiro, conselheiro da Revista Mundo Elétrico e CEO da Tenergy. A discussão teve como foco o impacto da inteligência artificial na integração entre iluminação, automação e gestão dos edifícios, com atenção à transformação dos recursos tecnológicos em benefícios percebidos pelos usuários e resultados mensuráveis na operação.

O debate trouxe uma perspectiva estratégica: o valor da IA esteve associado à aplicação das informações para apoiar decisões, adequar o funcionamento dos sistemas às necessidades dos ambientes e acompanhar seu desempenho. Eficiência energética, conforto e facilidade de operação foram considerados dentro de uma mesma visão sobre os resultados da digitalização dos edifícios.

A conexão entre os temas do dia reforçou a importância de aproximar infraestrutura, controles, arquitetura e operação desde a concepção dos projetos. Também destacou a necessidade de estabelecer objetivos claros, dispor de dados confiáveis e preparar as equipes para utilizar as informações disponíveis. O desafio para os empreendimentos esteve em transformar o potencial da tecnologia em melhorias concretas e verificáveis no cotidiano.

Acompanhe a cobertura da Prédio Inteligente e compartilhe suas experiências com iluminação e automação nos edifícios.

Leia também SIMPOLED 2026: conectividade e desempenho ampliam o papel da iluminação nos edifícios
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