SIMPOLED 2026 encerrou programação com foco em sustentabilidade, cidades e hotelaria
Painelistas debatem sobre iluminação sustentável no fechamento do SIMPOLED 2026

SIMPOLED 2026 encerrou programação com foco em sustentabilidade, cidades e hotelaria

A relação entre iluminação, sustentabilidade e qualidade dos ambientes marcou a programação de 18 de setembro, último dia do SIMPOLED 2026. Com temas que percorreram horticultura, cidades inteligentes, recuperação de espaços urbanos e hotelaria, a agenda ampliou o olhar sobre as aplicações da luz e sua importância para diferentes atividades.

Realizado pela Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (ABILUX), durante a Expolux, no Expo Center Norte, em São Paulo, o Simpósio Internacional de Iluminação encerrou quatro dias de programação. A organização e a curadoria ficaram a cargo do engenheiro José Roberto Muratori, diretor-presidente do Conselho Editorial da Revista Prédio Inteligente.

A abertura do último dia teve Caliandra Cunha, diretora de Comunicação da ABILUX, com uma panorâmica do setor de iluminação no Brasil, sob o tema ABILUX e Lux Brasil. A presença dessa abordagem trouxe a dimensão de mercado para uma programação que, ao longo da semana, reuniu questões de projeto, desenvolvimento tecnológico e gestão.

Na sequência, Caio Oliveira e Ricardo Dalmolin tiveram como tema a iluminação para horticultura no cenário brasileiro. A inclusão dessa aplicação ampliou o alcance da agenda e trouxe uma perspectiva complementar à iluminação dos ambientes construídos: o emprego da luz associado às necessidades de uma atividade produtiva.

Para os profissionais de engenharia e especificação, esse recorte ofereceu uma reflexão sobre a importância de definir os objetivos de cada instalação. Aplicações distintas exigem critérios próprios de projeto e avaliação, o que reforça o valor do conhecimento especializado na escolha das soluções.

SIMPOLED 2026 encerrou programação com foco em sustentabilidade, cidades e hotelaria
Luciano Rosito

A conexão entre infraestrutura e gestão urbana apareceu no tema de Luciano Rosito, dedicado aos avanços e ao futuro da telegestão nas cidades inteligentes. O assunto deu continuidade às discussões sobre conectividade dos dias anteriores, desta vez com foco na escala das cidades.

Sob a perspectiva da gestão, essa abordagem colocou em evidência o valor de associar a modernização dos equipamentos à capacidade de acompanhar sua operação. Para gestores de empreendimentos e responsáveis por áreas externas, o tema também ofereceu uma referência para pensar a iluminação como um sistema que precisa ser supervisionado e mantido ao longo do tempo.

A relação com a cidade prosseguiu na apresentação de Paulo Candura, cujo tema foi o impacto da iluminação na recuperação de espaços urbanos. A pauta aproximou o projeto luminotécnico das condições de utilização dos espaços coletivos e de sua integração à paisagem.

Para o setor de edificações, essa discussão trouxe um olhar sobre a relação entre o empreendimento e seu entorno. Acessos, percursos de pedestres e áreas de convivência fazem parte da experiência de utilização de um local e merecem atenção no planejamento da iluminação, em conjunto com a arquitetura e as necessidades de manutenção.

A hotelaria ganhou destaque com Aurea Vendramin e o tema da iluminação integrativa em empreendimentos de alto padrão. O recorte retomou uma questão presente desde a abertura do SIMPOLED: a relação entre qualidade da luz, características dos ambientes e experiência das pessoas.

SIMPOLED 2026 encerrou programação com foco em sustentabilidade, cidades e hotelaria
Aurea Vendramin

Na leitura voltada à gestão hoteleira, o tema abriu espaço para considerar a iluminação como parte da qualidade do serviço oferecido. Áreas de recepção, descanso, alimentação e circulação apresentam necessidades diferentes, que precisam ser compreendidas no projeto. A avaliação do investimento envolve, portanto, tanto a operação quanto a experiência proporcionada ao hóspede.

A programação reservou o encerramento ao painel sobre iluminação sustentável, articulando eficiência energética, longevidade e qualidade dos espaços. A reunião desses três aspectos sintetizou um desafio relevante para quem contrata, projeta ou administra instalações: avaliar o desempenho da solução ao longo de sua utilização.

Essa perspectiva amplia os critérios de decisão. Além do consumo e do preço inicial, entram na análise a durabilidade, as condições de manutenção, a necessidade de reposição e a adequação da iluminação às atividades. Para os empreendimentos, são fatores que ajudam a relacionar o investimento inicial aos custos e benefícios da operação.

O último dia também completou a trajetória temática da edição. A qualidade da luz e o bem-estar, presentes na abertura, encontraram continuidade nas discussões sobre desempenho, controles, integração e inteligência artificial. No encerramento, as aplicações em cidades, horticultura e hotelaria ampliaram esse panorama, enquanto a sustentabilidade reuniu preocupações comuns a diferentes projetos.

Para o público da Prédio Inteligente, a programação deixou uma reflexão sobre a importância de aproximar tecnologia, arquitetura e gestão. Transformar possibilidades técnicas em resultados depende de compreender as necessidades dos espaços, estabelecer critérios de desempenho e acompanhar as soluções durante sua vida útil.

Confira a cobertura dos quatro dias do SIMPOLED 2026 na Prédio Inteligente e compartilhe suas experiências com iluminação, eficiência e gestão dos ambientes.

Leia também SIMPOLED 2026 destacou integração entre iluminação, automação e inteligência artificial
Visited 7 times, 7 visit(s) today

Compartilhe esta postagem

Notícias Relacionadas

Faça uma pesquisa​​

Últimas notícias