As diretrizes da LIGABOM tratam da segurança contra incêndio em garagens com pontos de recarga (SAVE). Neste texto, temos um resumo destas diretrizes com uma análise crítica que envolve uma proposta de ajustes técnicos.
No final do texto, o leitor pode ter acesso ao conteúdo completo desta análise em um artigo de autoria do Eng.Hélio Ferraz.
Principais reflexões
- Foco excessivo no ponto de recarga (SAVE)
- Apenas 15% dos incêndios em baterias de VEs ocorrem durante a recarga.
- A maioria decorre de colisões, defeitos de fábrica ou danos anteriores.
- Veículos a combustão e híbridos têm índice de incêndios muito maior.
- Outros veículos elétricos (motos, bicicletas e scooters) ficaram de fora da norma.
- Exigência de carregadores rápidos (tipos 3 e 4)
- Estudos indicam que a carga rápida acelera a degradação e aumenta o risco.
- A carga lenta (ex. 3,5 kW) é mais segura, barata e adequada a condomínios.
- Benefícios da carga lenta: menos calor, menor custo de infraestrutura, maior segurança e compatibilidade com longos períodos de estacionamento.
Consequências práticas das diretrizes atuais
- Proibição de pontos de recarga em condomínios pode ocorrer para evitar custos.
- Isso gera:
- Desestímulo à mobilidade elétrica.
- Maior dependência de carga rápida em eletropostos, que degrada mais a bateria.
- Falsa sensação de segurança, já que veículos sem SAVE continuam oferecendo risco.
Sugestões para aprimoramento
- Análise de risco abrangente: considerar todos os veículos (a combustão, híbridos e elétricos).
- Incentivo à carga lenta: especialmente em condomínios.
- Educação e prevenção: orientar síndicos, moradores e instaladores.
- Diálogo com especialistas e sociedade: integrar setores automotivo, energia e construção civil.
Em síntese, o artigo reconhece o esforço da LIGABOM, mas defende que as normas devem ser mais equilibradas, inclusivas e baseadas em evidências científicas.
Para ter acesso ao artigo completo, clique neste link.
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