O edifício que cuida: por que clínicas e hospitais sem automação já nascem obsoletos
Existe um tipo de cansaço que não aparece em nenhum exame. Ele mora no ambiente. Você percebe quando a recepção vira termômetro do edifício e, sem ninguém combinar, alguém comenta “hoje está impossível aqui dentro”. Nota quando o médico fecha a porta e faz aquela pequena pausa antes de começar, como se o consultório precisasse pedir desculpas pela luz que ofusca ou pelo ar que oscila. Você percebe quando a equipe aprende a contornar o espaço e passa a chamar isso de rotina, como se improviso fosse competência.
