Construção modular inteligente o próximo passo da industrialização da construção
Na construção modular inteligente praticamente toda a infraestrutura tecnológica já está pronta para operação

Construção modular inteligente: o próximo passo da industrialização da construção

A construção modular vem conquistando espaço no Brasil por oferecer aquilo que o mercado mais procura atualmente ou seja:

  • menor prazo de entrega;
  • maior previsibilidade;
  • controle de qualidade industrial;
  • redução de desperdícios;
  • sustentabilidade;
  • escalabilidade da produção.

Entretanto, uma nova transformação começa a surgir. Não basta fabricar módulos. É preciso fabricar módulos inteligentes.

O conceito de “Smart Module”

Imagine que um módulo saia da fábrica já contendo:

  • infraestrutura de conectividade;
  • sensores instalados;
  • dispositivos de automação;
  • sistema de monitoramento remoto;
  • gestão energética;
  • controle de acesso;
  • iluminação inteligente;
  • cortinas e venezianas motorizadas
  • película inteligente aplicada nos vidros
  • climatização automatizada;
  • integração com aplicativos e assistentes de voz;
  • capacidade de atualização remota.

Da mesma forma que um automóvel moderno já sai da fábrica conectado, um módulo pré-fabricado também pode nascer preparado para sua vida útil digital.

O que significa “embarcar tecnologia”

Ao invés de instalar equipamentos somente após a entrega do módulo, muitas vezes em locais remotos, a própria indústria passa a produzir módulos tecnologicamente completos em suas instalações fabris, com acompanhamento de sua engenharia.

Isso significa integrar durante a fabricação:

  • cabeamento estruturado;
  • rede de dados;
  • gateways IoT;
  • sensores;
  • controladores;
  • dispositivos de segurança;
  • medição de energia;
  • monitoramento de água;
  • monitoramento de gás;
  • automação de iluminação;
  • automação de climatização.

Quando o módulo chega ao destino, praticamente toda sua infraestrutura tecnológica já está pronta para operação.

A conectividade passa a fazer parte do produto

Esse conceito muda completamente o modelo de negócios.O fabricante deixa de vender apenas metros quadrados construídos.Passa a entregar um ativo conectado, que pode ser:

Um hospital modular.Um hotel modular.Uma escola modular.Um escritório modular.Uma residência modular inteligente.

Todos preparados para operação remota desde o primeiro dia.

Da fábrica para a nuvem

Outro diferencial importante é que o módulo deixa de ser apenas um produto físico e passa a possuir uma identidade digital.

Por meio de plataformas em nuvem é possível:

  • acompanhar consumo energético;
  • controlar equipamentos;
  • realizar manutenção preventiva;
  • receber alertas;
  • atualizar funcionalidades;
  • integrar sistemas corporativos;
  • conectar serviços de IA;
  • disponibilizar dashboards ao proprietário.

Isso transforma cada módulo em um elemento integrante do ecossistema de Internet das Coisas (IoT).

Um novo modelo de negócios para os fabricantes

Para a indústria modular, isso representa uma oportunidade extremamente interessante.

Além da venda do módulo, surgem novas fontes de receita:

  • implantação tecnológica;
  • comissionamento;
  • monitoramento remoto;
  • contratos de manutenção;
  • atualização de software;
  • novos aplicativos;
  • expansão de funcionalidades;
  • suporte operacional.

O relacionamento com o cliente se torna permanente, mesmo após a entrega do módulo.Ele continua durante toda a vida útil da edificação.

O papel da inteligência artificial

Com os dados coletados pelos sensores, aplicações de IA podem:

  • prever falhas;
  • identificar desperdícios;
  • otimizar climatização;
  • reduzir consumo energético;
  • melhorar conforto;
  • aumentar segurança;
  • apoiar manutenção preditiva;
  • gerar indicadores de ESG.

O módulo passa a aprender continuamente sobre seu próprio funcionamento.

Uma oportunidade para a indústria brasileira

O mercado nacional de construção modular cresce impulsionado pela industrialização da construção, pela busca por produtividade e pela necessidade de edificações mais sustentáveis. O próximo movimento natural dessa evolução é incorporar conectividade, automação e inteligência embarcada como parte do próprio produto industrial

Os fabricantes que adotarem essa estratégia deixarão de competir apenas por prazo e custo.

Passarão a oferecer um diferencial muito mais difícil de ser copiado:módulos inteligentes, conectados e preparados para operar durante décadas como ativos digitais.

Mais informações estão disponíveis neste link.

Leia também Construção modular no Brasil: industrialização do processo construtivo e a integração nativa de automação
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